
É, gente. Parece que já lá se vão muitos anos, mas faz somente quatro meses que Cuca e Kleber Leite deixaram a Gávea. O time, naquele momento delicado, flertava com a zona de rebaixamento e muita gente achava que uma vaga na Sul-Americana já estaria de bom tamanho, mais um ano perdido. Só que o improvável aconteceu: o grupo fechou com o Andrade (efetivado mais por falta de verba e alternativas no mercado do que qualquer outra coisa), e não perdeu mais. E o que poderia ter sido uma grave crise acabou por tornar-se o divisor de águas.
E na humildade e com um futebol bonito, chegamos a outro divisor de águas, o jogo de domingo passado. Hora de finalmente tirar o tal do sapatinho, calçar o coturno de conquistador, passar por cima de quem fosse e assumir a tão esperada e merecida liderança. De “separar os meninos dos homens”, como dizem os americanos. Bem, aos nossos meninos não faltou raça. Pelo contrário, suaram a camisa, correram os noventa minutos e tentaram até o fim. O que faltou? Faltou acreditar em si, faltou aquela certeza inabalável do verdadeiro campeão, aquele capaz da vitória impossível. Não que o Goiás fosse um adversário imbatível, muito pelo contrário. Trata-se de um bom time que é pago para fazer o que fez. Faltou lucidez ao Flamengo. A serenidade proveniente da fé. Vontade de ser feliz. Infelizmente, jogadores tarimbados como Pet e Zé Roberto sucumbiram à pressão da obrigação da vitória e não foram capazes de repetir os lampejos de gênio de que o time ainda depende, infelizmente, e que poderiam ter mudado o curso da partida.
Ficou aquele gosto amargo na Nação de fim de mais um sonho. A possibilidade do título ainda existe, mais remota certamente, mas o campeonato ainda não acabou e a sorte pode jogá-lo em nosso colo novamente. Desde que façamos a nossa parte. E isso irá depender de como está o psicológico da equipe. Até que ponto o time ficou abalado? E mesmo conquistado o título, infelizmente perdemos uma grande chance de fazer história (ou pelo menos de vê-la sendo feita no gramado) quando o juiz deu o apito final. O time nos últimos quatro meses deu uma bela arrancada em seu ginete, matou o dragão e salvou a princesa, mas quando esta cerrou os olhos e entreabriu os lábios para o beijo que iria selar o amor, deu um ataque de timidez e o time travou geral. Uma pena. Agora é pensar no Sport Club Corinthians Paulista. Só a vitória interessa. Vamos Mengão!
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